sábado, 5 de setembro de 2009

Sobre o roubo de Asas Negras

A ripagem que foi feita da minha série Asas Negras e publicada no site Nyah! Fanfiction, foi devidamente removida pela moderadora do site, Anne L.
Meus sinceros agradecimentos à todas amigas e aos amigos que me apoiaram, denunciando a ripagem ou se indignando com o ocorrido. E meus sinceros agradecimentos também à administração do site, que resolveu o problema em menos de 24 horas após as denúncias.

Não direi que estou aborrecido, indignado ou irritado com o ocorrido, pois, na verdade, não estou e não fiquei. Apenas acho lamentável que tal coisa ocorra. É lamentável que haja pessoas tão ingênuas para fazerem isso.
Não acredito que isso tenha sido feito com o propósito de me prejudicar; provavelmente a pessoa nem tenha muita noção da minha existência. Sei que não foi pessoal, não foi para me atingir. Também acredito que a ingenuidade da pessoa a leve pensar que, em se tratando de um texto publicado na Internet e sem um pseudônimo normal (já que "Snake Eye's" não é nome de gente) este trabalho e o seu autor não tenham os seus direitos assegurados.
Bem, todo o direito intelectual de uma obra é assegurada ao seu autor, mesmo que esta não esteja devidamente registrada nos órgãos competentes a isso. Aliás, essa coisa de dizer que tal obra, somente por não estar registrada em cartório ou na BN, está isenta de direitos é conversa fiada para que os devidos órgãos arrecadem as contribuições dos autores. Não é porque eu não registrei a minha obra que eu não tenho direitos e propriedade sobre ela. Isso é absurdo por ser irracional, porém não é impossível, visto que vivemos num país de absurdos e irracionalidades.
Por ora, o ocorrido foi apenas uma criancisse, uma ingenuidade de alguém que gostou tanto da fic que resolveu se apropriar dela, embora eu não entenda qual a vantagem é receber comentários a respeito de algo que não foi feito por ele. Mas, enfim, cada um com sua vaidade. A minha é continuar a publicar na internet, mesmo sem a segurança de um registro na BN (que NÃO garante que alguém não venha a plagiar, claro) e esperar pelos comentários a que tenho direito de recebe de fato.
E à pessoinha que fez isso, espero que aprenda que apropriar-se das coisas alheias é feio, além de ser crime previsto na Lei. E aprenda que se uma história foi escrita, é porque isso é possível de ser feito por quem quer que seja. Ninguém aqui é gênio, nem original, menos ainda especial por qualquer coisa que seja.
Escrever, para mim, sempre foi um grande prazer, desde criança. A minha motivação para ter aprendido a ler foi a de eu próprio poder criar as minhas historinhas, como as que eu via nos gibis da Turma da Mônica. Eu tinha 8 anos quando comecei a rabiscar coisas do tipo. Hoje tenho 33. Em poucos anos entrarei na meia-idade. Escrever não é simples robby, o que, aliás, odeio tal termo e designação. Hobby é coisa de gente desocupada, com a vida ganha. Não escrevo quando há horas vagas, porque alguém na minha situação não possui horas vagas. Para poder escrever, eu abro mão de outras coisas, deixo algumas obrigações de lado, e sou cara-de-pau o suficiente para assumir que deixo certas obrigações de lado que poderiam me render uma justa causa no trabalho. Eu crio o meu tempo para fazer isso, correndo risco, arriscando uma coisa real e necessária para a minha sobrevivência em prol da minha necessidade de fuga da realidade, da minha necessidade de encontrar um algo a mais neste mundo que tenho como enfadonho e expiatório. Eu escrevo para me sentir um algo a mais, porque eu odeio a minha vida tal qual ela é e não consigo mudar por mais que o tente, pois, por mais que a mídia passe ideias de que para conseguir basta querer, não vivemos sozinhos no mundo e muitos dos nossos sonhos e das nossas vontades são relegadas a segundos-planos que jamais chegarão, e muito das nossas lutas são em vão. Nem tudo depende de nós para mudar. Há coisas impossível de mudança. Somos escravos de N coisas. Culpa nossa? Culpa do sistema? Talvez de ambos.
Portanto, escrevo, sim, para satisfazer o meu ego, para fugir da minha vida imposta, para fantasiar uma realidade diferente, uma realidade que não está ao meu alcance. Mas também escrevo para quem quiser ler. Escrevo, também, na pretenção de alegrar um coração cansado e desiludido como o meu, que sente necessidade de fuga da realidade por uns instantes, ao menos. Não quero o bem apenas para mim, quero também para quem quiser chegar junto e ficar por perto.
Sou um leitor, uma pessoa comum e até mesmo abaixo do banal. Sou um leitor que escreve para leitores, de preferência que não sejam muito exigentes, pois não tenho muito para oferecer.
Obrigado a todos, por tudo. E obrigado, também, à pessoinha que gostou tanto assim de Asas Negras (isso não deixou de ser um elogio). Obrigado.

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02/04/1998 - 20/09/2011